NOSSA SENHORA DAS DORES

Ontem, no seu aniversário de 70 anos e Festa da Exaltação da Santa Cruz, o Santo Padre nos falou no Angelus:

Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!

Hoje a Igreja celebra a Festa da Exaltação da Santa Cruz, na qual se recorda o momento em que Santa Helena encontra o madeiro da Cruz, em Jerusalém, no século IV, e a devolução da preciosa Relíquia à Cidade Santa, por obra do Imperador Heráclio.

Mas o que significa para nós, hoje, celebrar esta Festa? O Evangelho que a liturgia nos propõe (cf. Jo 3, 13-17) ajuda-nos a compreender este significado. A cena se passa à noite: Nicodemos, um dos chefes dos judeus, pessoa reta e de mente aberta (cf. Jo 7, 50-51), vem ao encontro de Jesus. Ele precisa de luz, de orientação: procura Deus e pede ajuda ao Mestre de Nazaré, porque reconhece n’Ele um profeta, um homem que realiza sinais extraordinários.

O Senhor acolhe-o, ouve-o e, no final, revela-lhe que o Filho do homem deve ser elevado, «a fim de que todo o que nele crê tenha a vida eterna» (Jo 3, 15), e acrescenta: «Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna» (cf. v. 16). Nicodemos, que talvez naquele momento não compreendera plenamente o sentido dessas palavras, certamente o compreenderá quando, após a crucificação, ajudar a sepultar o corpo do Salvador (cf. Jo 19, 39): compreenderá que Deus, para redimir os homens, se fez homem e morreu na cruz.

Jesus fala disso a Nicodemos, recordando um episódio do Antigo Testamento (cf. Nm 21, 4-9), quando no deserto os israelitas, atacados por serpentes venenosas, se salvavam olhando para a serpente de bronze que Moisés, obedecendo à ordem de Deus, tinha feito e colocado sobre uma haste.

Deus salvou-nos revelando-se a nós, oferecendo-se como nosso companheiro, mestre, médico, amigo, até se tornar para nós Pão partido na Eucaristia. E para realizar esta obra, serviu-se de um dos instrumentos de morte mais cruéis que o homem já inventou: a cruz.

Por isso, hoje celebramos a sua «exaltação»: pelo amor imenso com que Deus, abraçando-a para a nossa salvação, de instrumento de morte a transformou em instrumento de vida, ensinando-nos que nada pode separar-nos d’Ele (cf. Rm 8, 35-39) e que a sua caridade é maior do que o nosso próprio pecado (cf. Francisco, Catequese, 30 de março de 2016).

Peçamos, então, pela intercessão de Maria, a Mãe presente no Calvário ao lado do seu Filho, que também em nós se enraíze e cresça o seu amor que salva, e que também nós saibamos doar-nos uns aos outros, como Ele se doou totalmente a todos.

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Depois do Angelus

Caros irmãos e irmãs!

Amanhã comemoram-se os 60 anos da instituição do Sínodo dos Bispos, uma intuição profética de São Paulo VI, para que os Bispos pudessem exercer ainda mais e melhor a comunhão com o Sucessor de Pedro. Espero que esta comemoração suscite um renovado empenho pela unidade, pela sinodalidade e pela missão da Igreja.

Dirijo com carinho a minha saudação a todos vós, fiéis de Roma e peregrinos da Itália e de vários países, em particular os de Villa Alemana e Valparaíso, no Chile; os da Arquidiocese de Mwanza, na Tanzânia; os de Humpolec, na República Checa; e os peruanos da Associação religiosa Jesús Nazareno Cautivo, de Roma. Saúdo também os fiéis de Chiaiamari, Anitrella, Uboldo, Faeto, Lesmo, Trani, Faenza, Pistoia, San Martino in Sergnano, Guardia di Acireale, San Martino delle Scale em Palermo e Alghero.

Saúdo também as bandas musicais de Borno e Sonico, em Val Camonica, a Cooperativa «La Nuova Famiglia», de Monza, o Comité Regional Pro Loco da região do Lácio, a União do Apostolado Católico, os jovens da Don Bosco Youth-Net e a comunidade do movimento Comunhão e Libertação, de Roma; bem como a Associação Arti e Mestieri de Sant’Agata di Militello, os motociclistas vindos de Ravenna e os ciclistas vindos de Rovigo.

Queridos – parece que vós já o sabeis -, hoje completo setenta anos. Dou graças ao Senhor e aos meus pais; e agradeço a todos aqueles que se lembraram de mim nas suas orações. Muito obrigado a todos! Obrigado e bom domingo!

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Hoje, 15 de setembro, a Igreja faz memória de Nossa Senhora sob o título de Nossa Senhora das Dores, a Mãe de Deus aos pés da Cruz do Senhor.

<<Santo Agostinho expressou a ideia de que Maria compartilhou das dores espirituais de Cristo durante a Paixão, sendo, assim, corredentora. São João Damasceno, por sua vez, mencionou a compaixão de Maria na Paixão de Cristo. Ele destacou a profunda conexão entre Maria e seu Filho, descrevendo como ela partilhou o sofrimento espiritual ao vê-Lo na cruz.

São Boaventura, em sua meditação, questiona: “Quisestes, Senhora minha, ser também imolada no Calvário? Para remir-nos não bastava, porventura, um Deus crucificado? E por que, então, quisestes também vós, sua Mãe, ser igualmente crucificada?” Ele reconhece que a Mãe de Deus escolheu compartilhar as dores do Calvário para a nossa redenção, mesmo que a morte de Jesus fosse suficiente para salvar o mundo.

São Bernardino de Sena, por sua vez, destaca a magnitude do sofrimento de Nossa Senhora. Ele afirma que, se ajuntássemos todas as dores do mundo, ainda assim não se igualariam às penas da Virgem gloriosa.

São Boaventura descreve também a íntima união entre as chagas de Jesus e o coração de Maria ao dizer que “as mesmas chagas que estavam espalhadas pelo corpo de Jesus se achavam todas reunidas no coração de Maria”.

São Bernardo, um dos grandes teólogos da Igreja, ressalta a intensidade do sofrimento de Maria ao lado da cruz. Ele observa que “a plenitude das dores do Coração Imaculado de Maria derramou-se como uma torrente no Coração Sacratíssimo de Jesus”. E acrescenta que, na cruz, Jesus sofreu mais pela compaixão de Sua Mãe do que por Suas próprias dores.

Já Santo Afonso de Ligório nos convida a contemplar o sacrifício de Maria e a buscar, por sua intercessão, a graça de suportar as aflições da vida com paciência: “[…] impetrai-me, pelos vossos merecimentos, uma grande dor de minhas culpas e a paciência necessária para sofrer os trabalhos desta vida.”

Além disso, Santa Brígida, em uma revelação atribuída à Virgem Maria, enfatiza que a memória dos sofrimentos de Jesus permanecia sempre viva no Coração Imaculado de Maria, mesmo após a morte e ascensão de Seu Filho. A Virgem lamenta ainda que poucos são os que dela se compadecem, pois a maior parte dos homens vive esquecida de suas aflições.>>

No Livro Azul do Movimento Sacerdotal Mariano, Aos Sacerdotes, filhos prediletos de Nossa Senhora, há várias mensagens datadas de 15 de setembro. Na que publicamos aqui, Nossa Senhora afirma: “Eu sou verdadeira Mãe e verdadeira Corredentora”.

Mensagem do Livro Azul do MSM: Aos Sacerdotes, filhos prediletos de Nossa Senhora:

Akita (Japão), 15 de setembro de 1987

Festa de Nossa Senhora das Dores

Porque choro ainda? “Quis-te aqui, filho por Mim tão amado e tão insidiado pelo meu adversário, na memória litúrgica das minhas dores e da minha materna participação em todo o imenso sofrimento do meu Filho Jesus.

Nesta tua viagem, tão cheia de graças extraordinárias, que saem do meu Coração Imaculado e descem sobre a alma dos meus prediletos e de todos os meus filhos, Eu te conduzi hoje a este lugar por Mim abençoado, diante da estátua que recorda o mistério da minha corredenção.

Estive aos pés da Cruz de Jesus.

Estou aos pés da Cruz levada por cada um dos meus filhos.

Estou aos pés da Cruz que carrega hoje a Igreja e toda esta pobre humanidade pecadora.

Eu sou verdadeira Mãe e verdadeira Corredentora.

Dos olhos desta minha imagem, fiz descer lágrimas milagrosas mais de cem vezes ao longo de alguns anos.

Porque choro ainda?

Choro porque a humanidade não acolhe o meu materno convite à conversão e ao seu retorno ao Senhor. Continua a correr com obstinação pelo caminho da rebelião contra a Deus e contra a sua Lei de amor.

O Senhor é abertamente renegado, ultrajado e blasfemado.

A vossa Mãe Celeste é publicamente vilipendiada e escarnecida.

Os meus extraordinários apelos não são acolhidos; os sinais que dou da minha imensa dor não são acreditados.

O vosso próximo não é amado: cada dia atenta-se contra a sua vida e contra os seus bens.

O homem torna-se cada vez mais corrupto, ímpio, mau e cruel.

Um castigo pior que o dilúvio está para atingir esta pobre e pervertida humanidade.

Descerá fogo do céu. Este será o sinal de que a Justiça de Deus já estabeleceu a hora da sua grande manifestação.

Choro porque a Igreja continua pelo caminho da divisão, da perda da verdadeira fé, da apostasia, dos erros, que são cada vez mais publicitados e seguidos.

Já se está cumprindo o que Eu predissse em Fátima e o que Eu revelei aqui na terceira mensagem confiada a uma minha pequena filha. Então, está próximo, também para a Igreja, o momento da sua grande prova, porque o homem iníquo estabelecer-se-á no seu interior e a abominação da desolação entrará no Templo santo de Deus.

Choro porque as almas dos meus filhos se perdem, em grande número, e vão para o Inferno.

Choro porque são demasiados poucos os que acolhem o meu convite para rezar, para reparar, para sofrer e para oferecer.

Choro porque vos falei e não fui ouvida; dei-vos sinais milagrosos e não acreditaram em Mim; manifestei-Me a vós de maneira forte e contínua, mas não Me abriste as portas dos vossos corações.

Ao menos vós, meus prediletos e filhos consagrados ao meu Coração Imaculado, pequeno resto que Jesus custodia com ciúme no recinto seguro do seu Amor divino, escutai e acolhei este meu convite aflito que ainda hoje dirijo, deste lugar, a todas as nações da terra.

Preparai-vos para acolher o Cristo no esplendor da sua glória, porque o grande dia do Senhor já chegou”.

Fontes:

https://bibliotecacatolica.com.br/blog/devocao/nossa-senhora-das-dores/?srsltid=AfmBOormCYf7IsJmDSFetdjhAuDo4lNYTnPqudf3nZXX31wz5rUDNO7v)

https://www.vatican.va/content/leo-xiv/pt/angelus/2025/documents/20250914-angelus.html

Trecho do Livro do Movimento Sacerdotal Mariano: “Aos Sacerdotes, filhos prediletos de Nossa Senhora”.

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