Meus caros amigos,

Deus caritas est — quanto nos ama a Santíssima Trindade!

Quantos Tesouros nos concede Jesus Misericordioso! Que Dom de Amor é a figura do Sumo Pontífice: o Sucessor de Pedro, o Vigário de Cristo, o Doce Jesus na terra. Deus nos fala por meio da palavra do Santo Padre.

Outro Tesouro, Dom da Divina Misericórdia, é a Virgem Santíssima e Imaculada, Maria, Mãe de Deus e nossa Mãezinha Celeste, que nos foi dada por Jesus do alto da Cruz. Ela nos abre o Refúgio Seguro do seu Coração Imaculado e, nestes Últimos Tempos, manifesta-se a nós de maneira extraordinária por meio da sua grande Obra: o Movimento Sacerdotal Mariano.

Por isso, desejamos continuar mostrando o profundo sinergismo que existe entre a Doce Palavra da Mãezinha Celeste — comunicada nas Mensagens do Livro do seu Movimento Sacerdotal Mariano — e a palavra do Santo Padre.

“Acolher e ser acolhido”

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Reflexão sobre o Angelus do Papa Leão XIV à luz da Mensagem de Nossa Senhora do Livro Azul (21.janeiro.1984 – “O Meu Livro”)

(Os textos integrais do Angelus e da Mensagem de Nossa Senhora estão no final da reflexão)

No Angelus deste domingo, o Papa Leão XIV nos convida a contemplar o Dom da hospitalidade, tomando como exemplo a tenda de Abraão e a casa de Marta e Maria. Acolher é mais do que um gesto de cortesia: é um caminho espiritual de encontro com Deus. E esse caminho é também o traçado por Nossa Senhora no seu Livro Azul.

1. Acolhimento: uma ação que transforma

O Papa nos recorda que Deus é Aquele que “soube, em primeiro lugar, ser hóspede” e que “ainda hoje está à nossa porta e bate” (cf. Ap 3,20). A hospitalidade, nesse sentido, é uma via de transformação mútua: ao acolhermos, somos visitados pelo próprio Deus.

Nossa Senhora, no Livro Azul, reconhece com gratidão:

Acolho a homenagem que vós Me destes… Foi o instrumento (o Livro) que levou a voz da Mãe Celeste à alma e ao coração de tantos filhos prediletos.”

Mais do que receber, Ela nos acolhe. E nos transforma:

Se vos consagrardes a Mim, Eu aceito-vos como sois, com as vossas limitações… mas depois, vou vos transformando cada dia.

2. Humildade: condição para acolher e ser acolhido

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O Papa destaca que “é preciso humildade tanto para hospedar como para ser hospedado.” A humildade é o solo fértil onde o encontro floresce.

Nossa Senhora nos forma justamente nesse espírito de pequenez:

Como é que se deve ler este Livro? Com a simplicidade de uma criança que escuta a Mãe.

A Mim só Me interessa que vivais aquilo que Eu vos disse.

Essa humildade nos leva à escuta, à obediência e à docilidade. Acolher é também reconhecer que precisamos ser acolhidos.

3. Escuta atenta: abrir espaço para o essencial

Maria, irmã de Marta, é exaltada por Jesus porque soube “escolher a melhor parte”. Enquanto Marta se inquieta com o fazer, Maria se deixa conquistar pela presença.

Nossa Senhora nos educa na mesma direção:

A criança ama-a e escuta-a, simplesmente. Faz tudo o que Ela diz (a mãe)… Assim deve acontecer convosco.

É uma escola de escuta amorosa e silenciosa, A Escola de Maria. Maria de Betânia) e Maria Santíssima (no Livro Azul) nos ensinam que acolher Deus começa por dar-Lhe tempo.

4. Vida interior e contemplação: abrandar para receber

O Papa sugere que o tempo do verão pode nos ajudar a “abrandar”, a ser mais contemplativos, mais parecidos com Maria do que com Marta. É um chamado a resgatar a vida interior.

Nossa Senhora revela que esse recolhimento transforma:

O vosso coração será aquecido pelo amor, a vossa alma será iluminada pela Minha Luz.

Quem vive essa escuta materna encontra a paz que não vem da agitação exterior, mas da presença de Deus que se comunica no íntimo da alma, por isso é preciso não ter medo de ir até às nossas profundezas interior, não iremos sós, nossa Mãezinha Celeste quer nos acompanhar.

5. Evangelho vivido à letra: uma vida concreta de entrega

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O Papa aponta que a generosidade de Marta, embora louvável, precisa ir além: “Deus chama-a a algo mais bonito do que a própria generosidade: sair de si mesma”.

Nossa Senhora nos convida a viver o Evangelho com radicalidade:

O Evangelho… deve ser hoje vivido com a simplicidade dos pequeninos, com o ardor dos mártires, com a fidelidade de corajosas testemunhas; deve ser vivido à letra.

Não se trata apenas de ouvir, mas de encarnar o Evangelho. A hospitalidade, então, se torna forma concreta de caridade, de penitência vivida, de entrega real.

6. Caridade e gratuidade: o dom do encontro

O Papa denuncia a lógica do consumo até mesmo nas férias: “A indústria das férias quer vender-nos todo o tipo de experiências, mas talvez não o que procuramos”. Ele lembra que “todo encontro verdadeiro é gratuito”.

Nossa Senhora também nos ensina a lógica do dom:

Chamo-vos à oração… ao exercício de uma caridade cada vez mais perfeita.

Receber e dar não como troca, mas como oferta. A verdadeira hospitalidade é gratuita, porque nasce da confiança no amor de Deus.

7. Ver Deus no próximo: um olhar fecundo

O Papa afirma que “Abraão e Sara descobriram-se fecundos quando acolheram tranquilamente o próprio Senhor”. A fecundidade espiritual nasce do reconhecimento da presença de Deus nos outros.

Na mensagem do Livro Azul, esse reconhecimento é transformador:

O Desígnio da Justiça de Deus pode ser sempre mudado, a qualquer momento pela força da vossa oração e da vossa penitência reparadora.

Quando nos abrimos ao outro com fé, tornamo-nos canais de graça. Enxergar Deus no irmão é participar da misericórdia que muda destinos.

Conclusão: A graça da hospitalidade

O Papa nos convida a viver o verão como escola da hospitalidade: dar espaço, escutar, acolher, receber.

Nossa Senhora, no Livro Azul, oferece esse mesmo caminho, mas desde o coração: consagrar-se, escutar, viver com simplicidade, abrir-se à transformação interior.

Em ambos os textos, ressoa o mesmo convite:

“Abrir a porta do coração para Deus, que nos visita no outro.”

E é nesse encontro — silencioso, humilde, fecundo — que encontramos “a melhor parte”, aquela que nunca nos será tirada.

O Editor (PORTAL DUC IN ALTUM!)

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LEÃO XIV

ANGELUS

Praça da Liberdade (Castel Gandolfo)
Domingo, 20 de julho de 2025

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Queridos irmãos e irmãs, bom domingo!

Hoje, a Liturgia chama a nossa atenção para a hospitalidade de Abraão e da sua esposa Sara e, em seguida, das irmãs Marta e Maria, amigas de Jesus (cf. Gn 18, 1-10; Lc 10, 38-42). Sempre que aceitamos o convite para a Ceia do Senhor e participamos na mesa eucarística, é o próprio Deus que «nos vem servir» (cf. Lc 12, 37). Mas o nosso Deus soube, em primeiro lugar, ser hóspede e, ainda hoje, está à nossa porta e bate (cf. Ap 3, 20). É sugestivo que, na língua italiana, hóspede seja tanto aquele que hospeda como aquele que é hospedado. Assim, neste domingo de verão, podemos contemplar este jogo de acolhimento recíproco, sem o qual a nossa vida empobrece.

É preciso humildade tanto para hospedar como para ser hospedado. É necessário delicadeza, atenção, abertura. No Evangelho, Marta arrisca-se a não entrar plenamente na alegria desta permuta. Está tão preocupada com o que tem de fazer para acolher Jesus, que se arrisca a estragar um momento inesquecível de encontro. Marta é uma pessoa generosa, mas Deus chama-a a algo mais bonito do que a própria generosidade: Ele chama-a a sair de si mesma.

Caríssimos irmãos e irmãs, só isto faz florescer a nossa vida: abrirmo-nos a algo que nos tira de nós mesmos e ao mesmo tempo nos preenche. No momento em que Marta se queixa porque a irmã a deixou sozinha a servir (cf. v. 40), Maria, conquistada pela palavra de Jesus, como que perdeu a noção do tempo. Não é menos concreta do que a sua irmã, nem menos generosa. Mas aproveitou a oportunidade. Por isso Jesus repreende Marta: porque ela ficou fora de uma intimidade que lhe daria também muita alegria (cf. vv. 41-42).

O tempo de verão pode ajudar-nos a “abrandar” e a tornarmo-nos mais parecidos com Maria do que com Marta. Por vezes, não nos damos a nós mesmos a melhor parte. Precisamos de repousar um pouco, com o desejo de aprender mais sobre a arte da hospitalidade. A indústria das férias quer vender-nos todo o tipo de experiências, mas talvez não o que procuramos. Com efeito, todo o encontro verdadeiro é gratuito e não se compra: seja o encontro com Deus, seja o encontro com os outros, seja o encontro com a natureza. É preciso simplesmente fazer-se hóspede: dar espaço e também pedi-lo; acolher e deixar-se acolher. Temos muito para receber e não apenas para dar. Embora idosos, Abraão e Sara descobriram-se fecundos quando acolheram tranquilamente o próprio Senhor em três viandantes. Também para nós, há ainda muita vida a acolher.

Oremos a Maria Santíssima, a Mãe do acolhimento, que hospedou o Senhor no seu seio e, juntamente com José, lhe deu uma casa. Nela brilha a nossa vocação, a vocação da Igreja a permanecer uma casa aberta a todos, para continuar a acolher o seu Senhor, que pede licença para entrar.

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Depois do Angelus

Queridos irmãos e irmãs

Esta manhã celebrei a Eucaristia na Catedral de Albano. Foi um momento significativo de comunhão eclesial e de encontro com a comunidade diocesana. Agradeço a Sua Excelência, Dom Viva, aqui presente, e a todos os que trabalharam na organização desta linda celebração. Parabéns a toda a comunidade diocesana!

Continuam a chegar, nestes dias, notícias dramáticas do Médio Oriente, em particular de Gaza.

Expresso a minha profunda tristeza pelo ataque do exército israelita contra a paróquia católica da Sagrada Família na cidade de Gaza; como sabeis, quinta-feira passada, causou a morte de três cristãos e graves ferimentos noutros. Rezo pelas vítimas, Saad Issa Kostandi Salameh, Foumia Issa Latif Ayyad, Najwa Ibrahim Latif Abu Daoud, e sinto-me particularmente próximo dos seus familiares e de todos os paroquianos. Este ato, infelizmente, vem somar-se aos contínuos ataques militares contra a população civil e os lugares de culto em Gaza.

Mais uma vez, peço que se ponha imediatamente termo à barbárie da guerra e que se encontre uma solução pacífica para o conflito.

À comunidade internacional, dirijo o apelo para que se observe o direito humanitário e se respeite a obrigação de proteger os civis, bem como a proibição da punição coletiva, do uso indiscriminado da força e das deslocações forçadas da população.

Aos nossos amados cristãos do Médio Oriente, digo: compreendo bem a vossa sensação de pouco poder fazer diante desta situação tão dramática. Estais no coração do Papa e de toda a Igreja. Obrigado pelo vosso testemunho de fé. Que a Virgem Maria, mulher do Levante, aurora do novo Sol que nasceu na história, sempre vos proteja e guie o mundo para os alvores da paz.

Saúdo a todos vós, fiéis de Castel Gandolfo e peregrinos aqui presentes.

Dirijo a minha saudação aos jovens participantes na peregrinação organizada pela Catholic Worldview Fellowship, que estão de visita a Roma depois de algumas semanas de oração e formação.

Agradeço ao Fórum Internacional da Ação Católica por ter promovido a “Maratona de Oração pelos Governantes”. Desde as 10h da manhã até às 22h desta noite, o convite, dirigido a cada um de nós, consiste em parar apenas por um minuto para rezar, pedindo ao Senhor que ilumine os nossos Governantes e inspire neles projetos de paz.

Nestas semanas, algumas famílias do Movimento dos Focolares encontram-se em Loppiano para a “Escola Internacional de Famílias Novas”. Rezo para que esta experiência de espiritualidade e fraternidade vos torne firmes na fé e alegres no acompanhamento espiritual de outras famílias.

Saúdo os estudantes, professores e demais pessoas que trabalham no Catholic Institute of Technology, que tem a sua sede aqui mesmo em Castel Gandolfo; saúdo o grupo de escuteiros Agesci Gela 3, empenhado na peregrinação jubilar que terminará diante do túmulo do Beato Carlo Acutis; saúdo também os jovens de Castello di Godego, que fazem uma experiência de serviço com a Cáritas de Roma; saúdo os fiéis de Palermo e de Sarsina.

Estão ainda aqui presentes os membros do Grupo Folclórico «‘O Stazzo», bem como a Banda Filarmónica de Alba de Tormes.

Dentro de poucos dias, depois destas duas semanas passadas aqui em Castel Gandolfo, regressarei ao Vaticano. Quero agradecer o acolhimento e desejar a todos um bom domingo!

Copyright © Dicastero per la Comunicazione – Libreria Editrice Vaticana

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Santuário de Castelmonte – Udine | Itália, 21 de janeiro de 2023

(Durante a concelebração, após o Evangelho) Festa de Santa Inês

O Meu Livro

“Acolho a homenagem que vós Me destes ao subirdes aqui no Meu Santuário para agradecer a vossa Mãe Celeste pelo Livro.

Quantas dificuldades encontrou o “Meu Livro”, mas quanto bem já realizou em toda a parte do mundo, agora que está traduzido em tantas línguas! Foi o instrumento que levou a voz da Mãe Celeste à alma e ao coração de tantos filhos prediletos, a manifestação do Meu Desígnio Materno, o convite a abrigar-vos todos no Refúgio do Meu Coração Imaculado.  

Como se deve ler este Livro?

Com a simplicidade de uma criança que escuta a Mãe. Ela não pergunta porque fala, como fala, ou aonde a conduz com as suas palavras.

Ama-a e escuta-a, simplesmente.

Faz tudo o que Ela diz. Então a criança é feliz, porque se sente guiada e iluminada pela mãe e vai crescendo assim cada dia na vida, conduzida por Ela e Formada pelas Suas Palavras.

Assim deve acontecer convosco.

Lede-o com simplicidade, sem levantar tantos problemas sobre como falo, porque falo, onde falo.

A Mim só Me interessa que vivais aquilo que Eu vos disse. Então o vosso coração será aquecido pelo amor, a vossa alma será iluminada pela Minha Luz e Eu transformar-vos-ei interiormente para vos levar, cada dia, a fazer o que agrada ao Coração de Jesus.”  

Se vos Consagrardes a Mim, Eu aceito-vos como sois, com as vossas limitações, com os vossos defeitos e pecados, com a vossa fragilidade, mas depois, vou vos transformando cada dia, para vos levar a ser conforme o desígnio confiado por Deus ao Meu Coração Imaculado.  

O que é que Eu digo no Livro Azul?

Traço um Caminho simples e belo, mas difícil – oh, como é difícil! – que é preciso percorrer, se quereis viver a Consagração. Ensino-vos a vive‑la formo-vos concretamente ensinando‑vos a viver comigo.  

Digo-vos as coisas que trago no Meu Coração, por serem as mesmas que Jesus vos disse no Evangelho, o qual deve ser hoje vivido com a simplicidade dos pequeninos, com o ardor dos mártires e com a fidelidade de corajosas testemunhas; deve ser vivido a letra.

Assim, chamo-vos à oração, à penitência, à mortificação, à prática das Virtudes, à confiança, à esperança, ao exercício de uma caridade cada vez mais perfeita.

É isto que vos quero dizer.  Não vos detenhais, portanto, perante as predições que vos dou, procurando fazer-vos compreender os tempos em que viveis. 

Como Mãe, digo-vos os perigos que correis, as ameaças que pairam sobre vós, tudo o que vos poderia acontecer de mal, só porque este mal ainda pode ser evitado por vós, os perigos podem ainda ser afugentados, o desígnio da Justiça de Deus pode ser sempre mudado pela força do seu Amor Misericordioso. Mesmo quando vos preanuncio os castigos, lembrai-vos de que tudo pode ser mudado, a qualquer momento pela força da vossa oração e da vossa penitência reparadora.

Portanto, não digais: “Aquilo que nos predissestes não se verificou”, mas agradecei comigo ao Pai Celeste, porque pela resposta de oração e de consagração, pelo vosso sofrimento, pelo imenso sofrimento de muitos dos neus pobres filhos, Ele adia o espaço da Justiça para que floresça o da grande Misericórdia (…)”.

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