O que o Papa realmente disse sobre benção a uniões homossexuais?

Meus caros amigos nosso último post publicado da série: CONHECENDO PARA AMAR, sobre a “Declaração – Fiducia supplicans”, criou muita polêmica, discussões e dúvidas, portanto, embora a Fiducia supplicans já explique bem isso, decidimos voltar ao assunto, usando parte de um texto publicado pelo site católico ” pt.aliteia.org ” com este mesmo título: O que o Papa realmente disse sobre benção a uniões homossexuais?

“…Francisco não disse nada que já não tenha sido dito por ele próprio e por todos os papas que o precederam, bem como por todos os que o sucederão.

Bênção a pessoas ou bênção à sua união?

Segundo o papa, “quando uma bênção é solicitada, isso expressa um pedido de auxílio de Deus, um desejo de poder viver melhor, confiança num Pai que nos pode ajudar a viver melhor”. 

Francisco observa que é possível abençoar duas pessoas que estão numa relação, sem que isto signifique abençoar a relação como tal. 

De fato, bênçãos podem ser dadas a casas, carros, hospitais, empresas, animais, pessoas. Não há razão para se confundir uma bênção pontual a uma pessoa com uma chancela sacramental a todo o seu estado ou estilo de vida.

A resposta do papa na íntegra

Conforme publicada no portal de notícias oficial do Vaticano, reproduzimos a resposta do Papa Francisco ao “dubium” dos cardeais “sobre a afirmação de que a prática difusa de abençoar uniões do mesmo sexo está de acordo com a Revelação e o Magistério (CCC 2357)”:

a) A Igreja tem uma concepção muito clara do matrimônio: uma união exclusiva, estável e indissolúvel entre um homem e uma mulher, naturalmente aberta a gerar filhos. Somente essa união pode ser chamada de “matrimônio”. Outras formas de união o realizam apenas “de maneira parcial e analógica” (Amoris laetitia 292), portanto não podem ser chamadas estritamente de “matrimônio”.

b) Não se trata apenas de uma questão de nomes, mas a realidade que chamamos de matrimônio tem uma constituição essencial única que requer um nome exclusivo, não aplicável a outras realidades. É, sem dúvida, muito mais do que um mero “ideal”.

c) Por essa razão, a Igreja evita qualquer tipo de rito ou sacramental que possa contradizer essa convicção e levar a entender que se reconheça como matrimônio algo que não o é.

d) Todavia, em nosso relacionamento com as pessoas, não devemos perder a caridade pastoral, que deve permear todas as nossas decisões e atitudes. A defesa da verdade objetiva não é a única expressão dessa caridade, que também é composta de gentileza, paciência, compreensão, ternura e encorajamento. Portanto, não podemos ser juízes que apenas negam, rejeitam, excluem.

e) Portanto, a prudência pastoral deve discernir adequadamente se existem formas de bênção, solicitadas por uma ou mais pessoas, que não transmitam um conceito errôneo de matrimônio. Pois, quando se pede uma bênção, está se expressando um pedido de ajuda a Deus, uma súplica para poder viver melhor, uma confiança em um Pai que pode nos ajudar a viver melhor.

f) Por outro lado, embora existam situações que, de um ponto de vista objetivo, não são moralmente aceitáveis, a mesma caridade pastoral exige que não tratemos simplesmente como “pecadores” outras pessoas cuja culpa ou responsabilidade pode ser atenuada por vários fatores que influenciam a imputabilidade subjetiva (cf. São João Paulo II, Reconciliatio et Paenitentia, 17).

g) As decisões que podem fazer parte da prudência pastoral em determinadas circunstâncias não precisam necessariamente se tornar uma norma. Ou seja, não é conveniente que uma Diocese, uma Conferência Episcopal ou qualquer outra estrutura eclesial habilite constante e oficialmente procedimentos ou ritos para todo tipo de questão, pois tudo “que faz parte de um discernimento prático diante de uma situação particular não pode ser elevado ao nível de norma”, porque isso “daria lugar a uma casuística insuportável” (Amoris laetitia 304). O Direito Canônico não deve e não pode abranger tudo, nem as Conferências Episcopais, com seus vários documentos e protocolos, devem pretender isso, uma vez que a vida da Igreja flui por muitos canais além dos normativos.

Meus caros amigos, espero que isso esclareça aos que ficaram angustiados, escandalizados, tristes.

Meus queridos, nunca esqueçam que vivemos tempos de densas trevas no mundo, vivemos os tempos da “Grande Tribulação”, os tempos da “Grande Prova”, tempos em que o homem rejeitou totalmente a Deus e clama com sua vida o “não servirei” de satanás e então, o diabo reina como senhor do mundo, na certeza de é o Grande Senhor e que escravizou para sempre o homem, tornando nula a redenção obtida por Nosso Senhor. Mas não é verdade! Jesus Cristo, nosso Senhor é o único Vencedor, RESSUSCITOU e venceu a morte e o pecado para sempre.  “Senta-te à minha direita, até que eu ponha teus inimigos por escabelo dos teus pés” (Mt 22:44), portanto, embora a humanidade tenha voltado a ser pagã e perdido a noção do pecado, é necessário, urgentemente, que todos aumentemos nossas oração e ofereçamos nossos sofrimentos, para que a Divina Misericórdia salve os afastados, os pecadores, os necessitados com a sua Graça.

E é neste espírito que o Santo Padre quer atrair a Misericórdia de Deus aos que vivem habitualmente no pecado e perderam a consciência disso, através das bençãos sacerdotais sobre as pessoas que estão na beira do abismo, para que não caiam e se percam eternamente, por isso, como Vigário de Cristo aqui na terra, força a Porta da Divina Misericórdia, mas deixa bem claro: “quando uma bênção é solicitada, isso expressa um pedido de auxílio de Deus, um desejo de poder viver melhor, confiança num Pai que nos pode ajudar a viver melhor”.

E deixemos bem claro são bençãos específicas sobre “as pessoas” e “nunca sobre a união indevida e pecaminosa entre elas”.

Não se perturbe o nosso coração, não o deixemos endurecer!!!

É claro, meus caros amigos, que o diabo vai usar disso e vai tentar entrar travestido de ovelha e isso nos faz sofrer. Mas, tenhamos fé em Jesus que nos deu até a última gota do seu preciosíssimo Sangue e a sua própria Vida, amemos com este Amor infinito de Jesus e se não entendemos bem, confiemos, ofereçamos o nosso sofrimento, estejamos sempre em união de amor e oração ao Santo Padre, o Papa e sigamos, com confiança, pelo caminho que Nossa Senhora, nossa Doce Mãezinha Celeste nos indicou: “Rezar, Sofrer, Oferecer e Calar”.

Nossa Senhora das dores rogai por nós.

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