
Meus caros amigos, boa tarde.
Ontem, 18.DEZ.2023, saiu a Declaração – Fiducia supplicans (Confiança suplicante) do Dicastério para a Doutrina da Fé, aprovada pelo Papa Francisco e que trata de assunto polêmico, para alguns. Fala de bênçãos para casais em situação irregular e casais de mesmo sexo.
Colocamos neste artigo a tradução para o português brasileiro do texto integral original da declaração. Convidamos a todos a lerem integralmente em espírito de humildade, com pequenez e simplicidade unidos com nossa Mãe Celeste.
E para que Nossa Senhora nos ajude a discernir com Ela tudo o que está escrito nesta declaração, colocamos a seguir trechos das mensagens de Nossa Senhora do Livro Azul do MSM – Aos Sacerdotes, filhos prediletos de Nossa Senhora, que estão em consonância com o texto da declaração.
Saudações em Cristo e no Coração Imaculado de Maria.
Douala (Camarões), 8 de dezembro de 1979
Festa da Imaculada Conceição
Mãe de todos. “Hoje, estendo o meu manto imaculado sobre toda a terra e olho para todos vós com a minha ternura de Mãe.
Neste dia te encontro aqui, nesta pequena nação deste tão grande continente. Quanta pobreza, quanta simplicidade, quanta bondade encontraste por toda a parte! …
Muitos deles estão, porém, ainda mergulhados no erro do paganismo ou pertencem a outras religiões que não são a verdadeira, isto é, aquela que Jesus, a Palavra eterna do Pai, vos revelou e à qual Ele vos quer conduzir todos no seu Espírito de Amor.
É preciso que a Mãe Celeste conduza com Jesus também estes filhos à plenitude da verdade, ao mesmo tempo que já vos encerro a todos, hoje, no meu Coração Imaculado.
Sou a Mãe de todos.
Especialmente dos mais afastados, dos que ainda caminham nas trevas. Em particular, sou a Mãe dos mais pobres, dos mais simples, dos mais abandonados, dos mais indefesos.
E hoje te quis aqui, na festa da minha Imaculada Conceição, na oração, no recolhimento, no sofrimento, a fazer Cenáculos comigo em toda a parte, para que sejas expressão do meu amor materno e da minha predileção por todos estes meus filhos.
Assim, também aqui se dá, todos os dias, o triunfo do meu Coração Imaculado, ao mesmo tempo que o Reino de Jesus se difunde cada vez mais nos corações e nas almas levando o sinal da paz, do amor e da alegria…
24 de dezembro de 1975
Noite Santa
Não temais. “Esta é a Noite Santa, vive-a sobre o meu Coração, meu filho amadíssimo…
Nasceu virginalmente e milagrosamente de Mim, sua Mãe.
A noite era profunda. Mas era ainda maior a noite que envolvia a humanidade, escrava do pecado, que não esperava mais a salvação. A noite envolvia também o povo eleito, que não correspondia mais ao espírito da sua eleição, nem estava pronto para receber o seu Messias.
Nesta noite tão profunda, surgiu a Luz, nasceu o meu pequeno Menino. No momento em que ninguém O esperava, quando nenhum lugar se abriu para O receber.
Inesperado, não acolhido, rejeitado pela humanidade, e contudo, é neste momento que começa para a humanidade a sua Redenção…
Nesta Noite Santa, enquanto ainda vos dou o meu Filho, repito-vos: não temais, Jesus é o vosso Salvador.
Agora o mundo está, mais do que nunca, mergulhado ainda nas trevas. O gelo do ódio, da soberba e da incredulidade envolve o coração dos homens. Também a Igreja está perturbada por uma profunda crise: até muitos dos seus Sacerdotes duvidam do meu pequeno Menino.
Igreja toda, acolhe com alegria a vinda do teu Jesus. Ele vive em ti porque quer que todos estes meus pobres filhos sejam salvos.
Sacerdotes consagrados ao meu Coração Imaculado, não temais. Hoje anuncio-vos uma grande notícia, que é de alegria para todos: o meu Filho Jesus é o vosso Salvador. Todos fostes redimidos por Ele; agora, todos podereis ser salvos por Ele.
Não temais. Assim como o meu Coração vos deu o Salvador, assim também o meu Coração Imaculado vos dá, nestes tempos, a alegria da sua salvação. Em breve, o mundo inteiro, que é invadido pelas trevas e que foi arrancado do meu Filho, gozará finalmente o fruto desta Noite Santa.
O triunfo do meu Coração Imaculado acontecerá por meio dum novo nascimento de Jesus nos corações e nas almas dos meus pobres filhos perdidos.
Tende apenas confiança e não se apodere de vós nem a ansiedade, nem o desânimo. O futuro que vos espera será uma nova aurora de luz para todo o mundo, já purificado…
Arcade (Itália), 16 de setembro de 1974
Daqui não se passa. “Quero levar-te ao desapego de todos e ao mais total abandono. Repito-te hoje estas minhas palavras, filho, para que não desanimes nas presentes dificuldades…
Muitos são os modos para Me honrar, mas o caminho é um só para os meus Sacerdotes prediletos: o do meu Imaculado e Doloroso Coração.
Aqui, quero-os todos como crianças. Por isso devem aprender a calar, a não se agitar, a não se organizar, a não agir. Para serem apenas crianças que rezam, crianças que amam, crianças que sofrem comigo, por Mim, em Mim, para a salvação de todos os meus filhos.
Oh, filhos! Esta é a hora das maiores confusões para a minha Igreja. O Papa fala e indica com segurança a fé e é deixado só, quase ninguém o escuta.
Falam também hoje os falsos profetas, aqueles que anunciam o Evangelho, atraiçoando-o e estes são ouvidos e seguidos. Provocam perturbação e confusão entre os filhos mais fiéis da minha Igreja.
Voltai, Sacerdotes a Mim consagrados, a formar uma forte linha de defesa com o Papa. Não o deixeis sozinho; formai com Ele a última linha, a extrema trincheira para a defesa do meu Filho e da minha Igreja.
Eu estou convosco e daqui não se passa. E daqui Eu começo a minha batalha para o meu maior triunfo!”.
Declaração
Fiducia supplicans (Confiança suplicante)
sobre o sentido pastoral das bênçãos
Apresentação
A presente Declaração considera várias questões que chegaram a este Dicastério, tanto nos anos anteriores quanto em tempos mais recentes. Para sua redação, como é prática comum, especialistas foram consultados, um processo adequado de elaboração foi iniciado e o esboço foi discutido no Congresso da Seção Doutrinária do Dicastério. Durante o tempo de elaboração do documento, houve diálogo com o Santo Padre. A Declaração foi finalmente submetida à análise do Santo Padre, que a aprovou com sua assinatura.
No curso do estudo do tema abordado por este documento, a resposta do Santo Padre aos “Dubia” de alguns Cardeais foi destacada, fornecendo esclarecimentos importantes para a reflexão apresentada aqui e representando um elemento decisivo para o trabalho do Dicastério. Dado que “a Cúria romana é, antes de mais nada, um instrumento de serviço ao sucessor de Pedro” (Cost. Ap. Praedicate Evangelium, II, 1), nosso trabalho deve favorecer, juntamente com a compreensão da doutrina perene da Igreja, a recepção do ensinamento do Santo Padre.
Como na já citada resposta do Santo Padre aos “Dubia” de dois Cardeais, esta Declaração mantém-se firme na doutrina tradicional da Igreja sobre o matrimônio, não admitindo qualquer tipo de rito litúrgico ou bênçãos semelhantes a um rito litúrgico que possam causar confusão. No entanto, o valor deste documento é oferecer uma contribuição específica e inovadora ao significado pastoral das bênçãos, permitindo ampliar e enriquecer sua compreensão clássica estritamente ligada a uma perspectiva litúrgica. Essa reflexão teológica, baseada na visão pastoral do Papa Francisco, implica um verdadeiro desenvolvimento em relação ao que foi dito sobre as bênçãos no Magistério e nos textos oficiais da Igreja. Isso explica por que o texto assume a tipologia de “Declaração“.
E é precisamente nesse contexto que se pode entender a possibilidade de abençoar casais em situações irregulares e casais do mesmo sexo, sem validar oficialmente seu status ou modificar de alguma forma o ensinamento perene da Igreja sobre o matrimônio.
Esta Declaração também pretende ser uma homenagem ao Povo fiel de Deus, que adora o Senhor com muitos gestos de profunda confiança em Sua misericórdia e que, com essa atitude, constantemente busca da mãe Igreja uma bênção.

Víctor Manuel Cardeal FERNÁNDEZ – Prefeito
Introdução
- A confiança suplicante do Povo fiel de Deus recebe o dom da bênção que emana do coração de Cristo através de Sua Igreja. Como lembra pontualmente o Papa Francisco, “A grande bênção de Deus é Jesus Cristo, é o grande dom de Deus, Seu Filho. É uma bênção para toda a humanidade, é uma bênção que nos salvou a todos. Ele é a Palavra eterna com a qual o Pai nos abençoou ‘enquanto éramos ainda pecadores’ (Rm 5, 8), diz São Paulo: Palavra feita carne e oferecida por nós na cruz”.[1]
- Sustentado por uma verdade tão grande e consoladora, este Dicastério considerou várias perguntas, tanto formais quanto informais, sobre a possibilidade de abençoar casais do mesmo sexo e sobre a possibilidade de oferecer novos esclarecimentos, à luz da atitude paternal e pastoral do Papa Francisco, sobre o Responsum ad dubium[2] formulado pela então Congregação para a Doutrina da Fé e publicado em 22 de fevereiro de 2021.
- O mencionado Responsum suscitou não poucas e diversas reações: alguns acolheram com louvor a clareza desse documento e sua coerência com o ensinamento constante da Igreja; outros não compartilharam a resposta negativa à pergunta ou não a consideraram suficientemente clara em sua formulação e nas razões apresentadas na Nota explicativa anexa. Para atender, com caridade fraterna, a estes últimos, parece oportuno retomar o tema e oferecer uma visão que harmonize consistentemente os aspectos doutrinários com os pastorais, porque “todo ensinamento da doutrina deve situar-se na atitude evangelizadora que desperta a adesão do coração com a proximidade, o amor e o testemunho”.[3]
I. A bênção no Sacramento do Matrimônio
- A recente resposta do Santo Padre Francisco à segunda das cinco perguntas feitas por dois Cardeais[4] oferece a oportunidade de aprofundar ainda mais a questão, especialmente em seus aspectos pastorais. Trata-se de evitar que “se reconheça como matrimônio algo que não o é”.[5] Portanto, são inadmissíveis ritos e orações que possam causar confusão entre o que é constitutivo do matrimônio, como “união exclusiva, estável e indissolúvel entre um homem e uma mulher, naturalmente aberta a gerar filhos”,[6] e o que o contradiz. Essa convicção é fundamentada na doutrina perene da Igreja sobre o matrimônio. Somente nesse contexto, as relações sexuais encontram seu sentido natural, adequado e plenamente humano. A doutrina da Igreja sobre esse ponto permanece firme.
- Esta também é a compreensão do matrimônio oferecida pelo Evangelho. Por esse motivo, em relação às bênçãos, a Igreja tem o direito e o dever de evitar qualquer tipo de rito que possa contradizer essa convicção ou levar a alguma confusão. Esse é também o sentido do Responsum da então Congregação para a Doutrina da Fé, onde afirma que a Igreja não tem o poder de conferir sua bênção litúrgica a uniões entre pessoas do mesmo sexo.
- Deve-se destacar que, no caso do rito do sacramento do matrimônio, não se trata de qualquer bênção, mas do gesto reservado ao ministro ordenado. Nesse caso, a bênção do ministro ordenado está diretamente ligada à união específica de um homem e uma mulher que, com seu consentimento, estabelecem uma aliança exclusiva e indissolúvel. Isso nos permite destacar melhor o risco de confundir uma bênção, dada a qualquer outra união, com o rito próprio do sacramento do matrimônio.
II. O sentido das diversas bênçãos
- A resposta do Santo Padre mencionada acima, por outro lado, nos convida a fazer o esforço de ampliar e enriquecer o sentido das bênçãos.
- As bênçãos podem ser consideradas entre os sacramentais mais difundidos e em constante evolução. Elas conduzem a perceber a presença de Deus em todas as vicissitudes da vida e lembram que, mesmo no uso das coisas criadas, o ser humano é convidado a buscar a Deus, amá-Lo e servi-Lo fielmente.[7] Por esse motivo, as bênçãos têm como destinatários pessoas, objetos de culto e devoção, imagens sagradas, lugares de vida, trabalho e sofrimento, frutos da terra e do trabalho humano, e todas as realidades criadas que remetem ao Criador, as quais, com sua beleza, O louvam e O abençoam.
O sentido litúrgico dos ritos de bênção
- Do ponto de vista estritamente litúrgico, a bênção exige que o que está sendo abençoado esteja de acordo com a vontade de Deus expressa nos ensinamentos da Igreja.
- As bênçãos são celebradas em virtude da fé e são ordenadas à glória de Deus e ao benefício espiritual de seu povo. Como explica o Ritual Romano, “para que esse propósito seja mais evidente, por antiga tradição as fórmulas de bênção têm principalmente o objetivo de dar glória a Deus por seus dons, pedir seus favores e vencer o poder do maligno no mundo”.[8] Portanto, aqueles que invocam a bênção de Deus através da Igreja são convidados a intensificar “suas disposições, deixando-se guiar por essa fé para a qual tudo é possível” e a confiar “nesse amor que leva a obedecer aos mandamentos de Deus”.[9] Por isso, se por um lado “sempre e em toda parte se oferece a oportunidade de louvar, invocar e agradecer a Deus por meio de Cristo, no Espírito Santo”, por outro, a preocupação é que “não se trate de coisas, lugares ou circunstâncias que estejam em contraste com a lei ou o espírito do Evangelho”.[10] Essa é uma compreensão litúrgica das bênçãos, pois elas se tornam ritos oficialmente propostos pela Igreja.
- Com base nessas considerações, a Nota explicativa do citado Responsum da então Congregação para a Doutrina da Fé lembra que, ao invocar uma bênção sobre algumas relações humanas com um rito litúrgico específico, é necessário que o que está sendo abençoado possa corresponder aos planos de Deus inscritos na Criação e plenamente revelados por Cristo Senhor. Por esse motivo, uma vez que a Igreja sempre considerou moralmente lícitas apenas as relações sexuais vividas dentro do matrimônio, ela não tem o poder de conferir sua bênção litúrgica quando esta, de alguma forma, possa oferecer uma forma de legitimação moral a uma união que presume ser um casamento ou a uma prática sexual extraconjugal. A substância deste pronunciamento foi reiterada pelo Santo Padre em suas Respostas aos “Dubia” de dois Cardeais.
- Também é necessário evitar o risco de reduzir o sentido das bênçãos apenas a esse ponto de vista, pois isso nos levaria a exigir, para uma simples bênção, as mesmas condições morais exigidas para a recepção dos sacramentos. Esse risco exige que essa perspectiva seja ampliada ainda mais. Na verdade, há o perigo de que um gesto pastoral, tão amado e difundido, seja submetido a muitos requisitos de natureza moral, os quais, com a pretensão de controle, poderiam obscurecer a força incondicional do amor de Deus sobre o qual se baseia o gesto da bênção.
- Nesse contexto, o Papa Francisco nos exortou a não “perder a caridade pastoral, que deve atravessar todas as nossas decisões e atitudes” e a evitar “ser juízes que apenas negam, rejeitam, excluem”.[11] Respondamos então à sua proposta desenvolvendo uma compreensão mais ampla das bênçãos.
Bênçãos na Sagrada Escritura
- Para refletir sobre as bênçãos, reunindo diferentes pontos de vista, precisamos nos deixar iluminar, antes de tudo, pela voz da Sagrada Escritura.
- “O Senhor te abençoe e te guarde. O Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti. O Senhor sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz” (Nm 6, 24-26). Esta “bênção sacerdotal” que encontramos no Antigo Testamento, precisamente no livro dos Números, tem um caráter “descendente”, pois representa a invocação da bênção que desce de Deus sobre o homem: ela constitui um dos textos mais antigos de bênção divina. Há então um segundo tipo de bênção que encontramos nas páginas bíblicas, aquela que “sobe” da terra ao céu, em direção a Deus. Abençoar equivale assim a louvar, celebrar, agradecer a Deus por Sua misericórdia e fidelidade, pelas maravilhas que Ele criou e por tudo o que aconteceu por Sua vontade: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome” (Sl 103, 1).
- A Deus que abençoa, também respondemos abençoando. Melquisedeque, rei de Salém, abençoa Abraão (cf. Gen 14, 19); Rebeca é abençoada por seus parentes pouco antes de se tornar a esposa de Isaque (cf. Gen 24, 60), que por sua vez abençoa seu filho Jacó (cf. Gen 27, 27). Jacó abençoa o faraó (cf. Gen 47, 10), os netos Efraim e Manassés (cf. Gen 48, 20) e todos os seus doze filhos (cf. Gen 49, 28). Moisés e Arão abençoam a comunidade (cf. Ex 39, 43; Lev 9, 22). Os chefes de família abençoam os filhos em ocasiões de casamento, antes de empreenderem uma viagem, na iminência da morte. Essas bênçãos aparecem como um presente abundante e incondicional.
- A bênção presente no Novo Testamento conserva substancialmente o mesmo significado do Antigo Testamento. Encontramos o dom divino que “desce”, o agradecimento do homem que “sobe” e a bênção concedida pelo homem que “se estende” aos seus semelhantes. Zacarias, após recuperar o uso da palavra, abençoa o Senhor por suas obras maravilhosas (cf. Lc 1, 64). O ancião Simeão, enquanto segura o bebê Jesus nos braços, abençoa a Deus por ter concedido a graça de contemplar o Messias salvador e, assim, abençoa os próprios pais, Maria e José (cf. Lc 2, 34). Jesus abençoa o Pai, no famoso hino de louvor e júbilo dirigido a Ele: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra” (Mt 11, 25).
- Em continuidade com o Antigo Testamento, também em Jesus, a bênção não é apenas ascendente, em referência ao Pai, mas também descendente, derramada sobre os outros como gesto de graça, proteção e bondade. Jesus mesmo praticou e promoveu essa prática. Por exemplo, Ele abençoa as crianças: “E, tomando-as nos braços, as abençoava, impondo as mãos sobre elas” (Mc 10, 16). E a trajetória terrena de Jesus se encerrará com uma última bênção reservada aos Onze, pouco antes de subir ao Pai: “E, levantando as mãos, os abençoou. Enquanto os abençoava, foi-se afastando deles e foi elevado ao céu” (Lc 24, 50-51). A última imagem de Jesus na terra são suas mãos levantadas, no ato de abençoar.
- Em seu mistério de amor, por meio de Cristo, Deus comunica à sua Igreja o poder de abençoar. Concedida por Deus ao ser humano e distribuída por este ao próximo, a bênção se transforma em inclusão, solidariedade e pacificação. É uma mensagem positiva de conforto, guarda e encorajamento. A bênção expressa o abraço misericordioso de Deus e a maternidade da Igreja, que convida o fiel a ter os mesmos sentimentos de Deus para com seus irmãos e irmãs.
Uma compreensão teológico-pastoral das bênçãos
- Aquele que pede uma bênção mostra-se necessitado da presença salvífica de Deus em sua história, e quem pede uma bênção à Igreja reconhece esta última como sacramento da salvação que Deus oferece. Buscar a bênção na Igreja é admitir que a vida eclesial emana do seio da misericórdia de Deus e nos ajuda a avançar, a viver melhor, a responder à vontade do Senhor.
- Para nos ajudar a compreender o valor de uma abordagem mais pastoral das bênçãos, o Papa Francisco nos instou a contemplar, com atitude de fé e misericórdia paterna, o fato de que “quando se pede uma bênção, está-se expressando um pedido de ajuda a Deus, uma súplica para viver melhor, uma confiança em um Pai que pode nos ajudar a viver melhor” [12]. Este pedido deve ser, de qualquer forma, valorizado, acompanhado e recebido com gratidão. As pessoas que vêm espontaneamente pedir uma bênção mostram, com esse pedido, sua sincera abertura à transcendência, a confiança de seus corações que não confiam apenas em suas próprias forças, sua necessidade de Deus e o desejo de sair das estreitas medidas deste mundo fechado em seus limites.
- Como nos ensina Santa Teresa do Menino Jesus, além dessa confiança “não há outro caminho a percorrer para ser conduzido ao Amor que tudo dá. Com confiança, a fonte da graça transborda em nossa vida […]. A atitude mais adequada é depositar a confiança do coração fora de nós mesmos: na misericórdia infinita de um Deus que ama sem limites […]. O pecado do mundo é imenso, mas não é infinito. Em vez disso, o amor misericordioso do Redentor, sim, é infinito” [13].
- Quando essas expressões de fé são consideradas fora de um quadro litúrgico, estamos em um contexto de maior espontaneidade e liberdade, mas “a opcionalidade dos piedosos exercícios não deve significar pouca consideração nem desprezo por eles. O caminho a seguir é valorizar correta e sabiamente as não poucas riquezas da piedade popular, as potencialidades que ela possui” [14]. As bênçãos se tornam, assim, um recurso pastoral a ser valorizado, em vez de um risco ou um problema.
- Consideradas do ponto de vista da pastoral popular, as bênçãos devem ser avaliadas como atos de devoção que “encontram seu espaço fora da celebração da Eucaristia e dos outros sacramentos […]. A linguagem, o ritmo, o curso, os acentos teológicos da piedade popular diferem dos correspondentes das ações litúrgicas.” Por essa mesma razão, “evite-se trazer modalidades de ‘celebração litúrgica’ para os piedosos exercícios, que devem preservar seu estilo, sua simplicidade, sua própria linguagem” [15].
- A Igreja, além disso, deve evitar apoiar sua prática pastoral na rigidez de alguns esquemas doutrinais ou disciplinares, principalmente quando isso leva “a um elitismo narcisista e autoritário, onde, em vez de evangelizar, analisam-se e classificam-se os outros, e, em vez de facilitar o acesso à graça, consomem-se as energias no controle” [16]. Portanto, quando as pessoas invocam uma bênção, não deveria ser necessária uma análise moral exaustiva como condição para concedê-la. Não se deve exigir delas uma perfeição moral prévia.
- Nessa perspectiva, as Respostas do Santo Padre ajudam a aprofundar, do ponto de vista pastoral, o pronunciamento formulado pela então Congregação para a Doutrina da Fé em 2021, pois convidam efetivamente a um discernimento em relação à possibilidade de “formas de bênção, solicitadas por uma ou mais pessoas, que não transmitam uma concepção errada do casamento” [17] e que também levem em conta o fato de que, em situações moralmente inaceitáveis do ponto de vista objetivo, “a caridade pastoral nos impõe não tratar simplesmente outras pessoas como ‘pecadoras’, cuja culpa ou responsabilidade pode ser atenuada por vários fatores que afetam a imputabilidade subjetiva” [18].
- Na catequese citada no início desta Declaração, o Papa Francisco propôs uma descrição desse tipo de bênçãos oferecidas a todos, sem pedir nada. Vale a pena ler com o coração aberto essas palavras que nos ajudam a entender o sentido pastoral das bênçãos oferecidas sem condições: “É Deus que abençoa. Nas primeiras páginas da Bíblia, é uma repetição contínua de bênçãos. Deus abençoa, mas os homens também abençoam, e logo se descobre que a bênção possui uma força especial, que acompanha por toda a vida aquele que a recebe, e dispõe o coração do homem a deixar-se mudar por Deus […]. Assim, para Deus, somos mais importantes do que todos os pecados que possamos cometer, porque Ele é pai, é mãe, é amor puro, Ele nos abençoou para sempre. E nunca deixará de nos abençoar. Uma experiência forte é ler esses textos bíblicos de bênção em uma prisão ou em uma comunidade de recuperação. Fazer essas pessoas sentirem que permanecem abençoadas, apesar de seus graves erros, que o Pai Celestial continua querendo o bem delas e esperando que finalmente se abram ao bem. Se até mesmo seus parentes mais próximos as abandonaram, porque agora as julgam irrecuperáveis, para Deus elas são sempre filhos” [19].
- Existem várias ocasiões em que as pessoas se aproximam espontaneamente para pedir uma bênção, seja em peregrinações, santuários e até mesmo na rua, quando encontram um sacerdote. A título exemplificativo, podemos nos referir ao livro litúrgico “De Benedictionibus”, que prevê uma série de ritos de bênção para as pessoas: idosos, doentes, participantes da catequese ou de um encontro de oração, peregrinos, aqueles que empreendem uma jornada, grupos e associações de voluntários, etc. Essas bênçãos são dirigidas a todos, ninguém pode ser excluído. Nas premissas do Rito de Bênção dos Idosos, por exemplo, afirma-se que o propósito da bênção “é expressar aos idosos um testemunho fraterno de respeito e gratidão, e agradecer juntos ao Senhor pelos benefícios recebidos por ele e pelas boas ações realizadas com a sua ajuda” [20]. Neste caso, o objeto da bênção é a pessoa idosa, pela qual e com a qual agradecemos a Deus pelo bem que ela fez e pelos benefícios recebidos. Ninguém pode ser impedido dessa ação de graças, e cada um, mesmo que viva em situações não ordenadas ao desígnio do Criador, possui elementos positivos pelos quais louvar o Senhor.
- Do ponto de vista da dimensão ascendente, quando se toma consciência dos dons do Senhor e de seu amor incondicional, mesmo em situações de pecado, especialmente quando uma oração é ouvida, o coração do crente eleva seu louvor a Deus e o abençoa. Esta forma de bênção não é vedada a ninguém. Todos – individualmente ou em união com outros – podem elevar seu louvor e sua gratidão a Deus.
- Mas o sentido popular das bênçãos inclui também o valor da bênção descendente. Se “não é conveniente que uma Diocese, uma Conferência Episcopal ou qualquer outra estrutura eclesial ative constantemente e oficialmente procedimentos ou ritos para todos os tipos de questões” [21], a prudência e a sabedoria pastoral podem sugerir que, evitando formas graves de escândalo ou confusão entre os fiéis, o ministro ordenado se una à oração daqueles que, mesmo em uma união que de forma alguma pode ser comparada ao casamento, desejam confiar no Senhor e em sua misericórdia, invocar sua ajuda, serem guiados a uma compreensão maior de seu desígnio de amor e vida.
III. As bênçãos de casais em situações irregulares e de casais do mesmo sexo
- No horizonte delineado aqui, surge a possibilidade de bênçãos para casais em situações irregulares e casais do mesmo sexo, cuja forma não deve ser fixada ritualmente pelas autoridades eclesiásticas, a fim de evitar confusão com a bênção própria do sacramento do matrimônio. Nestes casos, uma bênção é concedida que não apenas tem um valor ascendente, mas também é uma invocação de uma bênção descendente do próprio Deus sobre aqueles que, reconhecendo-se desamparados e necessitados de ajuda, não buscam a legitimidade de seu próprio estado, mas pedem que tudo o que é verdadeiro, bom e humanamente válido em suas vidas e relacionamentos seja investido, santificado e elevado pela presença do Espírito Santo. Essas formas de bênção expressam uma súplica a Deus para que conceda as ajudas que vêm dos impulsos de Seu Espírito – que a teologia clássica chama de “graças atuais” – para que as relações humanas possam amadurecer e crescer na fidelidade ao Evangelho, libertar-se de suas imperfeições e fragilidades e se expressar na dimensão cada vez maior do amor divino.
- A graça de Deus, de fato, age na vida daqueles que não se consideram justos, mas que se reconhecem humildemente pecadores como todos. É capaz de dirigir tudo segundo os desígnios misteriosos e imprevisíveis de Deus. Assim, com sabedoria incansável e maternidade, a Igreja acolhe todos os que se aproximam de Deus com coração humilde, acompanhando-os com os auxílios espirituais que permitem a todos compreender e realizar plenamente a vontade de Deus em sua existência.
- Esta é uma bênção que, embora não incluída em um ritual litúrgico, une a oração de intercessão à invocação de ajuda de Deus por aqueles que humildemente se dirigem a Ele. Deus nunca afasta aquele que se aproxima Dele! Em última análise, a bênção oferece às pessoas um meio de aumentar sua confiança em Deus. A solicitação de uma bênção expressa e alimenta a abertura à transcendência, piedade e proximidade a Deus em mil circunstâncias concretas da vida, e isso não é pouca coisa no mundo em que vivemos. É uma semente do Espírito Santo que precisa ser cuidada, não obstruída.
- A própria liturgia da Igreja nos convida a essa atitude confiante, mesmo em meio a nossos pecados, falta de méritos, fraquezas e confusões, como testemunha esta bela oração coletiva do Missal Romano: “Deus todo-poderoso e eterno, que com amor generoso ultrapassas os méritos e desejos dos que te suplicam, derrama sobre nós a tua misericórdia, para que liberes nossa consciência de toda inquietação e nos concedas até aquilo que não nos atrevemos a pedir” (XXVII Domingo do Tempo Comum). Muitas vezes, através de uma simples bênção do pastor, que neste gesto não pretende sancionar ou legitimar nada, as pessoas podem experimentar a proximidade do Pai que ultrapassa “os méritos e desejos”.
- Portanto, a sensibilidade pastoral dos ministros ordenados deve ser educada também para conceder espontaneamente bênçãos que não estão no Ritual.
- Nesse sentido, é essencial acolher a preocupação do Papa, para que essas bênçãos não ritualizadas não se tornem um simples gesto que fornece um meio eficaz de aumentar a confiança em Deus daqueles que as pedem, evitando que se tornem um ato litúrgico ou semi-litúrgico, semelhante a um sacramento. Isso constituiria um empobrecimento grave, pois submeteria um gesto de grande valor na piedade popular a um controle excessivo, privando os ministros de liberdade e espontaneidade no acompanhamento da vida das pessoas.
- Neste sentido, vêm à mente as seguintes palavras, em parte já citadas, do Santo Padre: “As decisões que, em circunstâncias específicas, podem fazer parte da prudência pastoral não precisam necessariamente se tornar uma regra. Ou seja, não é apropriado que uma Diocese, uma Conferência Episcopal ou qualquer outra estrutura eclesial habilite constantemente e oficialmente procedimentos ou ritos para todo tipo de assunto […] O Direito Canônico não deve nem pode abranger tudo, e as Conferências Episcopais com seus documentos e protocolos variados não devem pretender isso, pois a vida da Igreja percorre muitos cursos além dos normativos”. Assim, o Papa Francisco lembrou que “tudo o que faz parte de um discernimento prático diante de uma situação específica não pode ser elevado à categoria de uma norma”, porque isso “levaria a uma casuística insuportável”.
- Por essa razão, não se deve promover nem prever um ritual para as bênçãos de casais em situações irregulares, mas também não se deve impedir ou proibir a proximidade da Igreja em cada situação em que se peça a ajuda de Deus através de uma simples bênção. Na breve oração que pode anteceder essa bênção espontânea, o ministro ordenado pode pedir paz, saúde, espírito de paciência, diálogo e ajuda mútua, mas também a luz e a força de Deus para cumprir plenamente Sua vontade.
- No entanto, para evitar qualquer forma de confusão ou escândalo, quando a oração de bênção for solicitada por um casal em situação irregular, embora seja concedida fora dos ritos previstos pelos livros litúrgicos, esta bênção nunca deve ser realizada simultaneamente com os ritos civis de união, nem em conexão com eles. Nem mesmo com as vestimentas, gestos ou palavras próprias de um casamento. O mesmo se aplica quando a bênção é solicitada por um casal do mesmo sexo.
- Em vez disso, tal bênção pode encontrar seu lugar em outros contextos, como a visita a um santuário, o encontro com um sacerdote, a oração recitada em grupo ou durante uma peregrinação. De fato, por meio dessas bênçãos, que não são concedidas por meio das formas rituais próprias da liturgia, mas como expressão do coração materno da Igreja, análogas às que emanam do fundo da piedade popular, não se pretende legitimar nada, mas apenas abrir a própria vida a Deus, pedir Sua ajuda para viver melhor e invocar também o Espírito Santo para que os valores do Evangelho sejam vividos com maior fidelidade.
- O que foi dito nesta Declaração sobre as bênçãos de casais do mesmo sexo é suficiente para orientar o discernimento prudente e paternal dos ministros ordenados a este respeito. Portanto, além das indicações anteriores, não se deve esperar outras respostas sobre como regular os detalhes ou aspectos práticos relacionados a esse tipo de bênção.
IV. A Igreja é o sacramento do amor infinito de Deus
- A Igreja continua elevando aquelas orações e súplicas que Cristo mesmo, com grandes gritos e lágrimas, ofereceu nos dias de Sua vida terrena (cf. Hebreus 5, 7) e que, por isso, gozam de uma eficácia particular. Assim, a comunidade eclesial exerce sua verdadeira função de conduzir as almas a Cristo não apenas com caridade, exemplo e atos de penitência, mas também com oração.
- Assim, a Igreja é o sacramento do amor infinito de Deus. Portanto, quando a relação com Deus é obscurecida pelo pecado, sempre se pode pedir uma bênção, recorrendo a Ele, como Pedro na tempestade quando clamou a Jesus: “Senhor, salva-me” (Mateus 14, 30). Em algumas situações, desejar e receber uma bênção pode ser o bem possível. O Papa Francisco nos lembra que “um pequeno passo, no meio de grandes limites humanos, pode ser mais agradável a Deus do que a vida externamente correta de quem passa seus dias sem enfrentar dificuldades importantes”. Dessa forma, “o que resplandece é a beleza do amor salvífico de Deus manifestado em Jesus Cristo morto e ressuscitado”.
- Toda bênção será a ocasião para um anúncio renovado do kerygma, um convite a se aproximar sempre mais do amor de Cristo. O Papa Bento XVI ensinava: “A Igreja, assim como Maria, é mediadora da bênção de Deus para o mundo: ela a recebe acolhendo a Jesus e a transmite levando a Jesus. Ele é a misericórdia e a paz que o mundo por si mesmo não pode dar e que precisa tanto ou mais do que o pão”.
- Tendo em conta tudo o que foi afirmado anteriormente, seguindo o ensinamento autorizado do Santo Padre Francisco, este Dicastério quer finalmente lembrar que “esta é a raiz da mansidão cristã, a capacidade de se sentir abençoado e a capacidade de abençoar. […] Este mundo precisa de bênção e nós podemos dar bênção e receber bênção. O Pai nos ama. E a nós resta apenas a alegria de abençoá-lo e a alegria de agradecer a Ele, e de aprender d’Ele a não amaldiçoar, mas abençoar”. Dessa forma, cada irmão e irmã podem sentir-se na Igreja sempre peregrinos, sempre suplicantes, sempre amados e, apesar de tudo, sempre abençoados.
Víctor Manuel Card. FERNÁNDEZ Prefeito
Mons. Armando MATTEO Secretário para a Seção Doutrinal
Ex Audientia Die 18 dezembro 2023 Francisco
Notas
[1] Francesco, Catequese sobre a oração: a bênção (2 de dezembro de 2020), L’Osservatore Romano, 2 de dezembro de 2020, p. 8.
[2] Cf. Congregação para a Doutrina da Fé, “Responsum” a “dubium” sobre a bênção da união de pessoas do mesmo sexo e Nota explicativa, AAS 113 (2021), 431-434.
[3] Francesco, Exort. Ap. Evangelii Gaudium (24 de novembro de 2013), n. 42, AAS 105 (2013), 1037-1038.
[4] Cf. Francesco, Respostas aos Dubia propostos por dois Cardeais (11 de julho de 2023).
[5] Ibidem, ad dubium 2, c.
[6] Ibidem, ad dubium 2, a.
[7] Cf. Ritual Romano restaurado pela autoridade do Sagrado Concílio Ecumênico Vaticano II, promulgado pela autoridade de João Paulo II, De Benedictionibus, Edição típica, Praenotanda, Tipis Polyglottis Vaticanis, Cidade do Vaticano 1985, n. 12.
[8] Ibidem, n. 11: “Para que seja mais claro, as antigas tradições, as fórmulas de bênção visam glorificar a Deus pelos Seus dons, obter Seus favores e conter o poder maligno no mundo”.
[9] Ibidem, n. 15: “Portanto, aqueles que buscam a bênção de Deus pela Igreja devem confirmar suas disposições com a fé, para a qual todas as coisas são possíveis; eles devem confiar na esperança, que não decepciona; e, acima de tudo, devem ser vivificados pelo amor, que insta a observar os mandamentos de Deus”.
[10] Ibidem, n. 13: “Assim, em todos os lugares e em todos os tempos, é oferecida a oportunidade de louvar a Deus por meio de Cristo no Espírito Santo, invocar e agradecer a Ele, desde que se trate de coisas, lugares ou circunstâncias que não contradigam as normas ou o espírito do Evangelho”.
[11] Francesco, Respostas aos Dubia propostos por dois Cardeais, ad dubium 2, d.
[12] Ibidem, ad dubium 2, e.
[13] Francesco, Exort. Ap. C’est la confiance (15 de outubro de 2023), nn. 2, 20, 29.
[14] Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Diretório sobre piedade popular e liturgia. Princípios e orientações, Libreria Editrice Vaticana, Cidade do Vaticano 2002, n. 12.
[15] Ibidem, n. 13.
[16] Francesco, Exort. Ap. Evangelii Gaudium (24 de novembro de 2013), n. 94, AAS 105 (2013), 1060.
[17] Francesco, Respostas aos Dubia propostos por dois Cardeais, ad dubium 2, e.
[18] Ibidem, ad dubium 2, f.
[19] Francesco, Catequese sobre a oração: a bênção (2 de dezembro de 2020), L’Osservatore Romano, 2 de dezembro de 2020, p. 8.
[20] De Benedictionibus, n. 258: “Essa bênção tem como objetivo que os idosos mesmos recebam testemunho de reverência dos irmãos, com um espírito grato, enquanto agradecemos ao Senhor junto com eles por todos os benefícios recebidos Dele e pelas boas obras realizadas com Sua ajuda”.
[21] Francesco, Respostas aos Dubia propostos por dois Cardeais, ad dubium 2, g.
[22] Cf. Francesco, Exort. Após-Sinodal Amoris Laetitia (19 de março de 2016), n. 250, AAS 108 (2016), 412-413.
[23] Cf. Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Diretório sobre piedade popular e liturgia, n. 13: “A diferença objetiva entre os exercícios piedosos e as práticas de devoção em relação à Liturgia deve encontrar visibilidade na expressão cultual […] os atos de piedade e devoção têm seu espaço fora da celebração da Eucaristia e dos outros sacramentos”.
[24] Francesco, Respostas aos Dubia propostos por dois Cardeais, ad dubium 2, g.
[25] Francesco, Exort. Após-Sinodal Amoris Laetitia (19 de março de 2016), n. 304, AAS 108 (2016), 436.
[26] Cf. ibidem.
[27] Ofício Divino restaurado pela autoridade do Sagrado Concílio Ecumênico Vaticano II, promulgado por Paulo VI, Liturgia das Horas de acordo com o Rito Romano, Instituição Geral da Liturgia das Horas, Edição típica altera, Libreria Editrice Vaticana, Cidade do Vaticano 1985, n. 17: “Portanto, a comunidade não apenas exerce a função materna de levar as almas a Cristo com caridade, exemplo e obras de penitência, mas também por meio da oração”.
[28] Francesco, Exort. Ap. Evangelii Gaudium (24 de novembro de 2013), n. 44, AAS 105 (2013), 1038-1039.
[29] Ibidem, n. 36, AAS 105 (2013), 1035.
[30] Bento XVI, Homilia da Santa Missa na Solenidade de Maria Santíssima Mãe de Deus. XLV Dia Mundial da Paz, Basílica Vaticana (1º de janeiro de 2012), Ensinamentos VIII, 1 (2012), 3.
[31] Francesco, Catequese sobre a oração: a bênção (2 de dezembro de 2020), L’Osservatore Romano, 2 de dezembro de 2020, p. 8. [01963-IT.01]






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