O Arcebispo de Belém (Pará), Dom Alberto Taveira Corrêa, é um dos membros mais antigos da Comissão Episcopal de Textos Litúrgicos, responsável pela tradução do Missal. O processo de tradução levou 19 anos para ser concluído.

Ele relembra que após a promulgação da edição típica do Missal pelo Papa João Paulo II em 2002, foi determinado que cada país realizasse sua própria tradução.

“Tínhamos um grupo de especialistas que realizava a primeira tradução, e depois nós, membros da Comissão Episcopal dos Textos Litúrgicos, tínhamos a tarefa de revisar e votar em cada parágrafo. Isso nos fez compreender a seriedade com que a Igreja cuida da Liturgia”, recordou Dom Alberto Taveira Corrêa.

Ele esclarece que o Missal que será utilizado agora é o mesmo em todo o mundo. A diferença está na tradução, que busca ser fiel ao latim e ao português, mantendo a compreensibilidade dos textos, para aprimorar as celebrações. A Terceira Edição Típica do Missal Romano foi aprovada pelos bispos na 59ª Assembleia Geral da CNBB e encaminhada ao Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos em dezembro de 2022. A confirmação da Santa Sé foi publicada em 17 de março de 2023. A tradução revisada do Missal Romano será de uso obrigatório a partir do Advento deste ano, mas já está disponível para aquisição e seu uso é opcional até o Advento. Recomendamos assistir à live do Pe. Gabriel Vila Verde, que oferece esclarecimentos detalhados sobre as mudanças no Missal Romano.

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