Santa Teresa do Menino Jesus na vida do Papa Francisco
Lembra-se da “curiosidade geral” que foi desencadeada pelos meios de comunicação ao destacar a “bolsa” que o Papa Francisco segurava em suas mãos, – e ainda segura -, quando embarcava em voos internacionais? Bem… descobrimos que na “Coletiva de Imprensa” dada no avião de retorno da “Jornada Mundial da Juventude no Rio”, em domingo, 30 de julho de 2013, em resposta a uma pergunta muito específica de um jornalista, ele revelou o conteúdo com simplicidade e sinceridade, como costuma fazer, embora um pouco surpreso e divertido com a estranha curiosidade: “Não era a chave da bomba atômica! Ah! Eu a carregava porque sempre fiz isso: quando viajo, a levo. E o que tem dentro? Há uma lâmina de barbear, um breviário, uma agenda, um livro para ler – levei um sobre Santa Teresinha, à qual sou devoto. Eu sempre carreguei a bolsa quando viajo: é normal. Mas devemos ser normais… Não sei… é um pouco estranho para mim o que você me diz, que deu a volta ao mundo essa foto. Mas devemos nos acostumar a ser normais. A normalidade da vida.”

Essa preferência pelo muito jovem Santa Carmelita inevitavelmente nos lembrou deste trecho do “Decreto” assinado que reconheceu as “Virtudes Heróicas do Servo de Deus Nicola D’Onofrio” que concluiu sua jornada terrena “unido à cruz de Cristo, invocando a ajuda da Mãe de Deus, do Santo Padre Camillo, a quem ele era um fiel seguidor, e de Santa Teresa do Menino Jesus…”
Também ao jornalista da “Paris Match” que o entrevistou perguntando: “Por que você, sendo argentino, tem tamanha devoção a uma de nossas santas mais populares, Teresa de Lisieux?”, o Papa Francisco respondeu: “É uma das santas que mais nos fala da graça de Deus e de como Deus cuida de nós, nos toma pela mão e nos permite subir ágilmente a montanha da vida, se simplesmente nos entregarmos a ele, nos deixamos ser “transportados” por ele. A pequena Teresa entendeu, em sua vida, que é o amor, o amor reconciliador de Jesus, que move as partes de sua Igreja. Isso é o que Teresa de Lisieux me ensina. Também gosto de suas palavras contra o “espírito de curiosidade” e a tagarelice. A ela, que simplesmente se deixou sustentar e transportar pela mão do Senhor, muitas vezes peço que pegue um problema que tenho diante de mim, uma questão sobre a qual não sei como terminará, uma viagem que devo fazer. E peço a ela, se aceitar guardá-la e cuidar dela, para me enviar uma rosa como sinal. Muitas vezes acabo recebendo uma…”
Incentivados por essa singular devoção, procuramos saber mais. E eis o que descobrimos, exclamando “surpresa das surpresas”! Quando o Papa Francisco era Arcebispo de Buenos Aires e vinha a Roma por motivos ligados ao seu ministério, costumava parar para orar na pequena Igreja de “Santa Maria Annunziata in Borgo”, popularmente chamada “Annunziatina”, localizada no Lungotevere Vaticano, a poucos passos da Basílica de São Pedro. Os Frades Franciscanos da Imaculada, que eram os guardiões da pequena igreja, começaram a notar a presença deste padre que, pontualmente às nove da manhã, se detinha para orar com grande recolhimento e devoção diante da estátua de Santa Teresa do Menino Jesus e, depois, partia. Assim, um dia, o Frade encarregado da Sacristia decidiu se aproximar para perguntar ao devoto peregrino quem ele era, e ele – com igual simplicidade – disse ser o Cardeal Jorge Mario Bergoglio, Arcebispo de Buenos Aires, em Roma para cumprir alguns compromissos.


E não nos parece estranha a coincidência de que a poucas centenas de metros, seguindo pela Via di Borgo Santo Spirito, que margeia o Pórtico externo do Hospital, chega-se à Curia Geral dos Jesuítas, onde talvez estivesse hospedado, o que deve ter incentivado sua frequência à pequena igreja impregnada de atmosfera tranquila e mística, naquele momento de intensa oração e conversa íntima com a jovem Carmelita Santa…
Fonte: https://www.camilliani.org/wp-content/uploads/2017/10/Papa-Francesco-e-Sta-TERESINA.pdf






Deixe um comentário