O atributo alt desta imagem está vazio. O nome do arquivo é papa_francesco_saluto.jpg

“PROFETA, IRMÃOS E IRMÃS, É CADA UM DE NÓS!”

Meus caros amigos,

o Santo Padre, o Papa Francisco, no Angelus do dia 2 de julho deste ano de 2023, veio nos chamar a todos a exercermos o dom e a missão recebida em nosso Batismo, o dom e a missão da profecia.

Fala-nos o Santo Padre: <<Profeta é aquele que, em virtude do Batismo, ajuda os outros a ler o presente sob a ação do Espírito Santo. Isto é muito importante: ler o presente não como uma crônica, mas sob a ação do Espírito Santo, que ajuda a compreender os projetos de Deus e a corresponder-lhes. Por outras palavras, o profeta é aquele que indica Jesus aos outros, que o testemunha, que ajuda a viver o hoje e a construir o amanhã segundo os seus desígnios. Por isso, todos nós somos profetas, testemunhas de Jesus «para que a força do Evangelho brilhe na vida quotidiana, familiar e social» (Lumen gentium, 35). O profeta é um sinal vivo que aponta Deus aos outros, o profeta é um reflexo da luz de Cristo no caminho dos irmãos. Assim, podemos perguntar-nos: eu, que fui “eleito profeta” no Batismo, falo e, sobretudo, vivo como testemunha de Jesus? Levo um pouco da sua luz à vida de alguém? Ponho-me à prova sobre isto? Pergunto-me: como está o meu testemunho, como está a minha profecia?>>

Assim também nos exorta Nossa Senhora, num trecho daa mensagem dada em Milano na Itália, no dia 4 de maio de 1991 a don Stefano Gobbi do Movimento Sacerdotal Mariano e que está no Livro Azul do MSM, “Aos Sacerdotes, filhos prediletos de Nossa Senhora:

<<…Chegaram os tempos da vossa maturidade. 

Estes são os tempos do vosso testemunho.

Dai a todos o testemunho de ser consagrados a Mim.

Que a vossa vida seja iluminada pela minha presença materna. Difundi à vossa volta o carisma da minha santidade, da minha pureza, da minha misericórdia, da minha caridade, da minha ternura.

Quem vos vir, deve ver o poder da minha Luz; quem vos encontrar, deve encontrar o bálsamo suave da minha misericórdia.

Dai a minha ajuda aos afastados, aos pobres, aos doentes, aos pecadores, aos desesperados.

Vinde comigo, vossa materna Pastora, à procura de tantas ovelhinhas que se transviaram e correm o perigo de morrer de fome e de frio.>>

Depois, o Papa Francisco nos lembra que o Evangelho também nos pede para “acolher os profetas” e nos dá um exemplo:

<<Por exemplo, quando há uma decisão importante a tomar, antes de mais é bom rezar, invocar o Espírito, mas depois escutar e dialogar, confiando que todos, até os mais pequeninos, têm algo importante a dizer, um dom profético a partilhar. Deste modo, procura-se a verdade e difunde-se um clima de escuta de Deus e dos irmãos, no qual as pessoas não se sintam acolhidas apenas se disserem o que lhes agrada, mas se sintam aceites e valorizadas como dons por aquilo que são.

Pensemos em quantos conflitos poderiam ser evitados e resolvidos desta forma, escutando os outros com um desejo sincero de se compreenderem! Por fim, perguntemo-nos: sei acolher os irmãos e as irmãs como dons proféticos? Acredito que tenho necessidade deles? Escuto-os com respeito, com vontade de aprender? Pois cada um de nós precisa de aprender com os outros, cada um de nós precisa de aprender com os outros.

Que Maria, Rainha dos Profetas, nos ajude a ver e a acolher o bem que o Espírito semeou nos outros.>>

E fiquemos atentos ao que o Santo Padre nos enfatiza, repetindo duas vezes: “cada um de nós precisa de aprender com os outros.”

A humildade, a pequenez, a que Nossa Senhora nos chama tantas e tantas vezes a sermos pequeninos!

O atributo alt desta imagem está vazio. O nome do arquivo é coracao_imaculado_de_maria_de_fatima.jpg

<<…É com os mais pequeninos que conduzo a minha batalha contra o poderoso exército dos soberbos e dos grandes, que lançaram o seu desafio ao Senhor, Assim, mais uma vez, o Senhor afirmará o seu poder e reduzirá a nada as forças de todos os seus adversários pela boca das crianças e dos lactantes.

É com os mais pequeninos que obtenho cada dia a minha vitória sobre satanás e o seu poderoso exército do mal, sobre as forças satânicas e maçônicas organizadas contra Deus, porque conduzo os meus filhos pelo caminho da fé heróica, da segura esperança e do amor perfeito. 

É neles que o Pai Celeste é glorificado; é por eles que Jesus é amado e vivido; e é por eles que o Espírito Santo  derrama sobre o mundo, o poder do seu Amor Divino…>>

(Trecho da Mensagem de Nossa Senhora do Livro Azul do MSM – 08.set.1994)

PAPA FRANCISCO

ANGELUS

Praça São Pedro
Domingo, 2 de julho de 202
3

______________________________________

Estimados irmãos e irmãs, bom dia!

No Evangelho de hoje, Jesus diz: «Quem acolher um profeta por ser profeta, terá a recompensa do profeta» (Mt 10, 41). Três vezes a palavra “profeta”; mas quem é o profeta? Há quem o imagine como uma espécie de mágico que prevê o futuro, mas isso é uma ideia supersticiosa, e o cristão não acredita em superstições, como a magia, as cartas, os horóscopos ou coisas semelhantes. Aliás: muitos, muitos cristãos vão ler as mãos: por favor! Outros apenas retratam o profeta como um personagem do passado, que existia antes de Cristo para predizer a sua vinda. Mas o próprio Jesus fala hoje da necessidade de acolher os profetas; portanto, eles ainda existem, mas quem são? Quem é o profeta?

Profeta, irmãos e irmãs, é cada um de nós: de fato, com o Batismo, todos recebemos o dom e a missão da profecia (cf. Catecismo da Igreja Católica, 1268). Profeta é aquele que, em virtude do Batismo, ajuda os outros a ler o presente sob a ação do Espírito Santo. Isto é muito importante: ler o presente não como uma crônica, mas sob a ação do Espírito Santo, que ajuda a compreender os projetos de Deus e a corresponder-lhes. Por outras palavras, o profeta é aquele que indica Jesus aos outros, que o testemunha, que ajuda a viver o hoje e a construir o amanhã segundo os seus desígnios. Por isso, todos nós somos profetas, testemunhas de Jesus «para que a força do Evangelho brilhe na vida quotidiana, familiar e social» (Lumen gentium, 35). O profeta é um sinal vivo que aponta Deus aos outros, o profeta é um reflexo da luz de Cristo no caminho dos irmãos. Assim, podemos perguntar-nos: eu, que fui “eleito profeta” no Batismo, falo e, sobretudo, vivo como testemunha de Jesus? Levo um pouco da sua luz à vida de alguém? Ponho-me à prova sobre isto? Pergunto-me: como está o meu testemunho, como está a minha profecia?

O Senhor no Evangelho também nos pede para acolher os profetas; por isso é importante acolhermo-nos uns aos outros como tais, como portadores da mensagem de Deus, cada um segundo o seu estado e a sua vocação, e fazê-lo onde vivemos: isto é, na família, na paróquia, nas comunidades religiosas, nos outros âmbitos da Igreja e da sociedade. O Espírito distribuiu dons de profecia no povo santo de Deus: eis porque é bom escutar todos. É por isso que é bom escutar todos. Por exemplo, quando há uma decisão importante a tomar, antes de mais é bom rezar, invocar o Espírito, mas depois escutar e dialogar, confiando que todos, até os mais pequeninos, têm algo importante a dizer, um dom profético a partilhar. Deste modo, procura-se a verdade e difunde-se um clima de escuta de Deus e dos irmãos, no qual as pessoas não se sintam acolhidas apenas se disserem o que lhes agrada, mas se sintam aceites e valorizadas como dons por aquilo que são.

Pensemos em quantos conflitos poderiam ser evitados e resolvidos desta forma, escutando os outros com um desejo sincero de se compreenderem! Por fim, perguntemo-nos: sei acolher os irmãos e as irmãs como dons proféticos? Acredito que tenho necessidade deles? Escuto-os com respeito, com vontade de aprender? Pois cada um de nós precisa de aprender com os outros, cada um de nós precisa de aprender com os outros.

Que Maria, Rainha dos Profetas, nos ajude a ver e a acolher o bem que o Espírito semeou nos outros.

________________________________

Depois do Angelus

Prezados irmãos e irmãs!

Também neste período de verão não nos cansemos de rezar pela paz, de modo especial pelo povo ucraniano, tão provado. E não descuidemos as outras guerras, infelizmente muitas vezes esquecidas, e os muitos conflitos e confrontos que mancham de sangue muitos lugares da terra; há tantas guerras hoje… Interessemo-nos pelo que está a acontecer, ajudemos os que sofrem e rezemos, pois a oração é a força suave que protege e sustenta o mundo.

Saúdo todos vós, romanos e fiéis provenientes de vários países e lugares de Itália; em particular, as Irmãs de São José Bento Cottolengo, os jovens crismandos de Ibiza e Formentera, os jovens da unidade pastoral de Tremignon e Vaccarino, na região de Vicenza. Saúdo também o “Gruppo San Mauro” de Cavarzere e a creche “Madonna dell’Olmo” de Verdellino. E saúdo os jovens da Imaculada.

Desejo a todos bom domingo e, por favor, não vos esqueçais de rezar por mim. Bom almoço e até à vista!

Deixe um comentário

Tendência